10 Novembro 2009

Última resposta a Leandro Quadros - Parte I

Aos leitores do Reforma e Carisma,

Amados, será o último texto que pretendo escrever ao professor Leandro Quadros, do “Na Mira da Verdade”. Para quem não acompanhou, eu me envolvi em um debate com o professor a respeito da predestinação. Tudo começou com uma crítica feita pelo Clóvis no blog Cinco Solas. O professor Leandro fez uma réplica que pode ser lida aqui. Nesse ponto, resolvi interferir e publiquei um artigo refutando a réplica. Para ler, clique aqui. O Clóvis também treplicou o professor. Leia a tréplica aqui.

Bom, nesse ponto o professor resolveu responder a mim, com o artigo "48 textos bíblicos contra 12 descontextualizados".

Abaixo vai a primeira parte de uma série de posts para responder ao professor. Não vou escrever tudo de uma vez só para não cansar os leitores. Até porque duvido que alguém, além dos interessados, tenha lido tudo. De qualquer forma, o debate ajudará a esclarecer a solidez do calvinismo e do ponto de vista adventista sobre o assunto.

Ao Professor Leandro Quadros,

O senhor demonstra uma incrível capacidade de produzir textos grandes. Não partilho do mesmo talento. Primeiro porque sou jornalista de formação, e aprendi que texto bom é o curto, o que se atém ao necessário. Segundo porque estamos na Internet, e blogs são espaços para leituras mais breves. No entanto, como o senhor parece preferir respostas longas e exaustivas, tentarei dar o que preferes. Só que o farei em partes, para não cansar aos leitores e poupar o meu tempo.

A quantidade de versículos usados
Começo com o título de seu artigo. 48 a 12, nossa, parece que o senhor me deu uma "lavada", não é mesmo? Não necessariamente.

Uma argumentação vencedora não é a maior, nem aquela que usa mais versículos. Afinal, textos grandes podem ser mais difíceis de terem suas idéias bem encadeadas e perderem o foco. Citar textos é fácil, mas usá-los de modo pertinente é o que conta. Muitas vezes, um texto menor, que use menos versículos de modo mais correto, pode ser muito mais claro.

Portanto, não pense que um suposto placar de 48 a 12 me assusta ou faz com que me sinta perdedor do debate. Aliás, o veredicto é dado por cada leitor. O importante é a força do argumento, não a quantidade de textos ou o tamanho do artigo.

O meu tom no artigo
O professor se queixa de que a forma como eu o tratei "não foi legal". Primeiro por tê-lo chamado de ignorante e segundo por tê-lo desafiado a publicar um comentário, como se ele "tivesse medo de alguma coisa ou de bons debates".

Bom, legal, ou melhor, ético, é publicar o contraponto. Algo que, até às 17h08 do dia 9 de novembro, o professor não fez em seu site. Onde está a ética de um professor que publica uma resposta, mas não dá sequer um link onde se possa ler o outro lado? Isso ao menos eu fiz. Neste artigo e no anterior eu deixei o link para que o ponto de vista do professor fosse lido.

Dessa forma, questiono se o professor realmente tem medo de linkar a minha posição e interpelo porque o meu comentário não foi publicado em seu blog.

Sobre chamá-lo de "ignorante", segundo o dicionário Houaiss, um dos significados da palavra é "que ou quem não tem conhecimento por não ter estudado, praticado ou experimentado". Em seu texto dirigido ao irmão Clóvis, o senhor diz:
1º: Se os cinco pontos atribuídos a João Calvino não são dele, então as enciclopédias de história eclesiástica e os comentários bíblicos estão todos errados – menos Clóvis. (Leandro Quadros)
Prova sim de ignorância, no sentido de que o senhor desconhece o calvinismo. Afinal, como mostrei em artigo anterior:
Não sei qual a enciclopédia que o senhor utiliza, mas ela é muito ruim. Os 5 pontos do calvinismo foram estabelecidos no Sínodo de Dort, em 1618/19, na Holanda. João Calvino morreu em 1564. A não ser que o irmão ache que Calvino baixou em uma sessão espírita, seria impossível para ele definir os 5 pontos, consagrados no acróstico TULIP e também conhecidos como Cânones de Dort. (Helder Nozima)
Logo, não erro em chamá-lo de ignorante. Se o senhor se propõe a combater o calvinismo, ou a fazer afirmações tão categóricas sobre Calvino, o mínimo que eu esperaria era o conhecimento de fatos básicos, como a origem do termo TULIP.

Não o destratei, fiz apenas o uso correto dos termos da língua portuguesa.

Quanto à minha paciência, já a demonstro em me dispor a ler seus textos e respondê-los. Mas gostaria de ver o que o senhor acha da paciência de Paulo. Afinal, ao se referir a um grupo que ensinava aos gálatas inovações ao Evangelho, o apóstolo não hesitou em amaldiçoar os hereges:
Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema. (Gálatas 1:8-9)
Na carta onde ele fala da paciência, ao se referir aos que pregavam a circuncisão, chega a sugerir que eles se castrem:
Tomara até se mutilassem os que vos incitam à rebeldia. (Gálatas 5:12)
Há em mim uma paciência muito maior do que aquela que vejo no apóstolo Paulo ao se referir aos que pensam de modo diferente.

Por que escrevi 5 páginas para refutar 12?
Minha resposta é simples: porque julguei que 5 eram suficientes.

O seu texto, de 12 páginas, já me pareceu enorme e confuso. Talvez seja uma limitação minha de leitura, mas essa impressão foi comum a outros blogueiros do lado calvinista.

Se fosse refutar ponto a ponto, extrapolaria suas 12 páginas. Correria o risco de perder o foco, dos leitores chegarem no meio e já não se lembrarem mais do início. Preferi ser conciso. De qualquer forma, fiz um texto enorme, de 28 pontos, e o senhor ainda achou pouco. Imagine se fosse ponto a ponto.

Por que apenas 28 pontos? Por que não refutei todos os argumentos?
Ao contrário do que o senhor parece pensar, não acho que, para ganhar uma discussão, seja preciso responder ponto a ponto. Se os pontos mais importantes forem refutados, se a base for atingida, o argumento do adversário cai.

Um exemplo. Se fosse um ateu e convencesse um cristão de que Jesus não é Deus, não precisaria dizer mais nada. Não teria que atacar a Bíblia, nem falar sobre milagres, nada disso. Teria destruído um argumento central.

Se discutisse com um espírita e o convencesse de que a reencarnação não existe, não precisaria derrubar mais nenhum ponto da doutrina kardecista. A discussão estaria ganha.

Não foi a avaliação do senhor, mas no meu ponto de vista, os meus 28 pontos foram suficientes para refutar seus argumentos mais importantes e expor, consistentemente, a base bíblica do calvinismo. Não vejo porque eu teria que ser exaustivo e levantar cada versículo bíblico sobre o assunto. Uma amostragem sólida, ao meu ver, é suficiente.

A pergunta da acusação
Disse o senhor: "Onde acusei alguém?"

Não entendi a sua pergunta. Onde falei do senhor acusar a alguém?

A repetição dos questionamentos
O senhor pede uma prova de que seus questionamentos no texto do Clóvis são repetidos. Vou provar por amostragem e não de modo exaustivo.

No texto "Se eu preciso 'melhorar a pontaria', o irmão Clóvis precisa pelo menos 'mirar'", lemos:
Argumento humano e infundado. É claro que toda humanidade está predestinada para a salvação. Em Gênesis 3:15 vemos a profecia messiânica aplicada a toda a raça humana descendente de Adão e Eva. E, em Genesis 12:3 é dito que, por meio da aliança de Deus com Abraão, “serão benditas todas as famílias da terra”. Todas significa TODAS mesmo e não apenas uma classe. Se Deus tivesse predestinado apenas aqueles com quem Ele “foi com a cara”, essa promessa a Abraão dirigida a todas as famílias da terra perderia o sentido.

Os textos a seguir refutam a ideia de Clóvis de que a predestinação “não está disponível a toda a humanidade”. E espero de coração que o irmão não “explique novamente” aquilo que a Bíblia já deixou claro, como o Sol ao meio-dia(...)1 Timóteo 2:4

“O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”

Deus deseja que todos (e não só os “predestinados” na concepção de Calvino) sejam salvos. Prova indiscutível de que o maravilhoso dom da Salvação não é restrito a um grupo de pessoas que “não queiram ser salvas”, por exemplo.

Infelizmente, nem todos vão querer ser salvos, como vimos em Apocalipse 20:8, 9. (Nota do Helder: mesmo tipo de argumento de Gn 12:3, baseado no "todas")
Ainda lemos dois argumentos, um após o outro, que dizem quase a mesma coisa, que o calvinismo tornaria inútil a doutrina do Juízo:
3) O calvinismo afronta a doutrina do juízo e a torna desnecessária. Romanos 14:10-12 é claro em afirmar que cada um dará contas de si mesmo a Deus e 1 Pedro 4:17 diz que o juízo começa “pela casa de Deus”. Por que um julgamento se antes Deus já decidiu quem irá se salvar e se perder? (Ler Mateus 25:31-46);

4) O calvinismo anula a ideia bíblica de um castigo proporcional às obras de cada um (Mateus 16:26, 27; Lucas 12:47, 48;
O mesmo pode ser dito sobre, supostamente, o calvinismo limitar a salvação e a graça de Deus. Dá no mesmo dizer que limita uma ou outra, mas a repetição aumenta a quantidade de argumentos:
7) O calvinismo limita a salvação, afrontando 2 Coríntios 5:14:

“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram.”

Não “por todos os predestinados calvinistas”, mas, por todos os que aceitarem a Cristo como Salvador pessoal (Romanos 10:9).

8 – O calvinismo limita a graça de Deus:

“Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.” Romanos 5:18.
Fico por aqui. Talvez você me diga que não são repetições, que são ideias parecidas, mas não idênticas, que elas reforçam a argumentação. Tudo bem, é uma estratégia de discussão. Não é a minha, mas tudo bem.

Por que não respondi a perguntas retóricas ou sobre a perda da salvação
Já respondi isso no tópico acima. Não ache que tenha que responder a todas as suas perguntas. Sobre a perda da salvação, eu respondi sim:
Mas, quem persevera até o fim...são os eleitos. Quem era da igreja e apostata nunca foi eleito. Como diz 1 João 2:19 – “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos”.
Não preciso listar aqui os versículos que ensinam que os eleitos não perdem a salvação. O blog Teologia e Vida já fez isso por mim. O artigo pode ser lido aqui. Mas, se a batalha é ganha pela quantidade, copio a lista deles.
Salmos 37.28: "Porque o SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a semente dos ímpios será desarraigada."

Jeremias 31.3: "Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí."

Jeremias 32.40: "E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim."

Ezequiel 11.19-20: "E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os cumpram; e eles me serão por povo, e eu lhes serei por Deus."

Mateus 18.12-14: "Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou? E, se porventura achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram. Assim, também, não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca."

Lucas 22.32: "Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos."

João 3.36: "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece."

João 5.24: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida."

João 6.35-39: "E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes, e contudo não credes. Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia."

João 10.26-29: "Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai."

João 17.6,11-15: "Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra [...] E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. Mas agora vou para ti, e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal."

Romanos 5.6-10: "Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida."

Romanos 5.17: "Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo."

Romanos 8.1: "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito."

Romanos 8.28-39: "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou. Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."

I Coríntios 1.7-9: "De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor."

I Coríntios 11.32: "Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo."

II Coríntios 1.22: "O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações."

Efésios 1.3-5,13-14: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade [...] Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória."

Efésios 4.30: "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção."

Filipenses 1.6: "Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo."

Filipenses 3.13-16,20-21: "Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Por isso todos quantos já somos perfeitos, sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vo-lo revelará. Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra, e sintamos o mesmo [...] Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas."

I Tessalonicenses 5.23-24: "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará."

II Tessalonicenses 2.13-14: "Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; para o que pelo nosso evangelho vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo."

II Tessalonicenses 3.3: "Mas fiel é o Senhor, que vos confirmará, e guardará do maligno."

II Timóteo 1.12: "Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia."

II Timóteo 4.18: "E o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém."

Hebreus 7.25: "Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles."

Hebreus 9.12: "Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção."

Hebreus 10.14: "Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados."

Hebreus 12.5-13: "E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes seja sarado."

I Pedro 1.3-5: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo."

I João 1.8-10: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós."

I João 2.19: "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós."

I João 3.9: "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus."

I João 5.4,11-13,20: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé [...] E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus [...] E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna."

Judas 1.1: "Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, santificados em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo."

Judas 1.24-25: "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém."

Obs: Todas as referências bíblicas são da versão Almeida Corrigida e Fiel.
Professor, fique à vontade para refutar, um a um. Afinal, se foi isso que o senhor pediu de mim, nada mais justo que o senhor me dê o exemplo.

Fico por aqui nesse primeiro post. Depois prossigo com minha resposta

Ah, em tempo, no Word já deu 8 páginas só o primeiro post, com fonte Times 10. E nem terminei de responder a primeira página do senhor.

Graça e paz do Senhor,

Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro

04 Novembro 2009

Neemias: tipo de Cristo (VIII) - O perseguido

Tendo ouvido Sambalate, Tobias, Gesém, o arábio, e o resto dos nossos inimigos que eu tinha edificado o muro e que nele já não havia brecha nenhuma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais, Sambalate e Gesém mandaram dizer-me: Vem, encontremo-nos, nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal.

Enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? Quatro vezes me enviaram o mesmo pedido; eu, porém, lhes dei sempre a mesma resposta.

Então, Sambalate me enviou pela quinta vez o seu moço, o qual trazia na mão uma carta aberta, do teor seguinte: Entre as gentes se ouviu, e Gesém diz que tu e os judeus intentais revoltar-vos; por isso, reedificas o muro, e, segundo se diz, queres ser o rei deles, e puseste profetas para falarem a teu respeito em Jerusalém, dizendo: Este é rei em Judá. Ora, o rei ouvirá isso, segundo essas palavras. Vem, pois, agora, e consultemos juntamente. Mandei dizer-lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas. Porque todos eles procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos.

Tendo eu ido à casa de Semaías, filho de Delaías, filho de Meetabel (que estava encerrado), disse ele: Vamos juntamente à Casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do templo; porque virão matar-te, aliás, de noite virão matar-te. Porém eu disse: homem como eu fugiria? E quem há, como eu, que entre no templo, para que viva? De maneira nenhuma entrarei. Então, percebi que não era Deus quem o enviara; tal profecia falou ele contra mim, porque Tobias e Sambalate o subornaram. Para isto o subornaram, para me atemorizar, e para que eu, assim, viesse a proceder e a pecar, para que tivessem motivo de me infamar e me vituperassem. Lembra-te, meu Deus, de Tobias e de Sambalate, no tocante a estas suas obras, e também da profetisa Noadia e dos mais profetas que procuraram atemorizar-me. (Neemias 6:1-14)
Raramente grandes projetos ou profundas mudanças sociais positivas são executadas sem uma boa liderança. Sem líderes, os esforços das pessoas se dividem em várias direções, muitas vezes contraditórias, e os avanços são mínimos. No entanto, o líder canaliza as forças e as vontades em uma dada direção, diz o que deve ser feito, serve de modelo e leva um grupo a seguir um novo caminho. Isso é tão verdadeiro que a maior parte do esforço ministerial de Jesus antes da crucificação foi o de forjar em seus doze apóstolos os futuros líderes da Igreja.

Orientar, dizer o que deve ser feito, canalizar esforços, servir como um modelo. Era exatamente isso o que Neemias estava fazendo com os habitantes da antes miserável e desprezível Jerusalém. O resultado era que, apesar de todas as ameaças e dificuldades internas, o muro já estava edificado e sem brechas. Faltavam apenas as portas.

E aí, Tobias, Sambalate e Gesém, os inimigos de Judá, perceberam que não adiantaria atacar o povo enquanto eles tivessem um líder corajoso, que motivasse os judeus a perseverarem. Era preciso anular aquele que fortalecia Judá. Neemias tinha que ser, de alguma forma, neutralizado.

Ainda hoje, o objetivo dos inimigos de Deus é neutralizar os bons líderes da Igreja. As estratégias são variadas: mentiras, fofocas, calúnias, tentações e até ameaças e violência.

O que fazer nestes casos? Creio que o perseguido Neemias têm algumas lições a nos ensinar.

1) Prudência. Em certas horas, a ingenuidade não é virtude, mas sim um defeito. O crente bonzinho, que nunca imagina o mal em outras pessoas e sempre acredita no que elas dizem pode estar colocando a si mesmo ou a outros em perigo. Por outro lado, desconfiar de certas propostas e se manter distante é uma ótima forma de evitar encrencas.

Hoje, com certeza, muitos criticariam Neemias por recusar-se a dialogar com seus inimigos. Afinal, se o inimigo te envia uma carta pedindo um encontro pessoal, por que não ir e conversar? Mas, quando o inimigo já zombou de você, acusando-o de rebelião (Ne 2:19), incitou um exército contra o seu povo (Ne 4:2), desejou que sua obra caia por terra (Ne 4:3) e chegou a se reunir para atacar sua cidade (Ne 4:7-8), cautela é mais do que bem-vinda.

De fato, Neemias não acreditou nas boas intenções de Sambalate, Tobias e Gesém. O histórico não lhe permitia isso. Por que deixar Jerusalém e seus afazeres de governador para se arriscar em um encontro íntimo numa aldeia pequena, fora do alcance de tropas que pudessem protegê-lo? A atitude se revelou sábia, porque a intenção era fazer o "mal". Um eufemismo, quem sabe, para uma surra, uma intimidação humilhante e talvez até mesmo um homicídio.

Até na hora de responder Neemias foi sábio. Usou mensageiros que levaram uma desculpa razoável e verdadeira. Neste caso específico, a verdade dita com sabedoria foi suficiente para evitar o mal.

Jesus também recomendou a prudência aos seus apóstolos quando os enviou para pregarem o Evangelho:
Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. (Mateus 10:16)
Hoje a mesma prudência é necessária, até em coisas muito mais simples. Se aquela mulher, que sorri para nós de modo mais afetuoso e é sabidamente carente, nos convida para uma conversa particular, em horário não convencional e ambiente reservado...devemos mesmo ir? O irmão que brigou conosco e é de temperamento explosivo, que se irrita de modo especial quando é contrariado...será que é melhor ir tirar satisfações sozinho, sem um intermediário?

Quantas brigas e pecados não acontecem, simplesmente, por falta de prudência? Inocência em relação ao mal sim...mas sem perder a prudência (e a astúcia) da serpente.

2)  Integridade. Já que a calúnia não deu certo, a intimidação vinha agora com um tom "profético". O "profeta" Semaías tinha uma mensagem muito importante para Neemias: tentariam matá-lo, naquela noite. Diante da revelação, vinha um conselho aparentemente piedoso e protetor: "esconda-se no templo e lá você estará protegido".

O problema é que havia áreas no templo onde o acesso era restrito. Os locais mais interiores (e seguros) do templo eram o Santo Lugar e o Santíssimo Lugar, onde apenas sacerdotes podiam entrar:
Com efeito, foi preparado o tabernáculo, cuja parte anterior, onde estavam o candeeiro, e a mesa, e a exposição dos pães, se chama o Santo Lugar; por trás do segundo véu, se encontrava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos, ao qual pertencia um altar de ouro para o incenso e a arca da aliança totalmente coberta de ouro, na qual estava uma urna de ouro contendo o maná, o bordão de Arão, que floresceu, e as tábuas da aliança...Ora, depois de tudo iso assim preparado, continuamente entram no primeiro tabernáculo (Santo Lugar) os sacerdotes, para realizar os serviços sagrados; mas, no segundo (Santo dos Santos), o sumo sacerdote, ele sozinho, uma vez por ano, não sem sangue, que oferece por si e pelos pecados de ignorância do povo... (Hebreus 9:2-7)
Desta maneira, o conselho de Semaías era o de que Neemias pecasse para escapar de um atentado, se refugiando nas áreas seguras do templo. E aí, será que para preservar a vida vale pecar? Não para Neemias. A proposta era fruto de uma falsa profecia, uma tentativa de criar um escândalo religioso que desmoralizasse o governador:
Para isto o subornaram, para me atemorizar, e para que eu, assim, viesse a proceder e a pecar, para que tivessem motivo de me infamar e me vituperassem. (Neemias 6:13)
Pessoalmente, creio na contemporaneidade do dom de profecia, e sei de muitos cristãos com dificuldades em reconhecer quando é mesmo Deus quem fala. Bom, uma coisa eu sei: quando um profeta, pastor, bispo, "apóstolo" ou "semideus" te aconselha a pecar...com certeza não é Deus quem fala. Mas sei também que é preciso coragem para discordar de um "profeta" e ficar com a Palavra.

Jesus tinha essa coragem. Ele não tinha receio, por exemplo, de questionar publicamente a orientação teológica de um chefe de sinagoga:
O chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias para serdes curados e não no sábado. Disse-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura, no sábado, o seu boi ou o seu jumento, para levá-lo a beber? Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos? (Lucas 13:14-16)
Hoje, quem quiser ser instrumento de Deus para reformar uma igreja, uma família ou a sociedade, deve ter um compromisso com a integridade e esperar perseguições por conta disso. É preciso se manter comprometido com o ensino biblico claro, mesmo que "profecias" indiquem o contrário. Infelizmente, é preciso até mesmo suportar pressões eclesiásticas e institucionais, se não quisermos ser neutralizados pela ação dos inimigos da fé.

3) Coragem. O líder perseguido deve ser prudente e íntegro. Mas, em nossas igrejas, há quem confunda prudência ou santidade com covardia. Ser prudente não significa abandonar as lutas e projetos de Deus e sair correndo para salvar a própria vida. Ser santo não significa calar a boca ou parar de agir em nome da paz e unidade. Muitas vezes, o que o Senhor quer é o contrário: filhos dispostos a perder a vida e a continuarem a promover o reino dos céus na terra, mesmo que isso desagrade alguém.

Quando Sambalate enviou uma carta aberta acusando Neemias de rebelião, ele foi corajoso o suficiente para responder à calúnia com a verdade: "tu, do teu coração, é que o inventas" (Ne 6:8). Se Neemias tivesse fugido ou se calado, provavelmente a versão da revolta prevaleceria. A coragem pôs fim ao boato.

Aliás, a coragem era parte do caráter de Neemias. Quando Semaías o aconselhou a fugir, Neemias questionou se "homem como eu fugiria" (Ne 6:11). Muitas vezes, fugir da oposição, das discussões e até mesmo das ameaças é covardia e é pecado.

Jesus também foi um homem corajoso. Jesus nunca se recusou a fazer a vontade do Pai e não fugiu de sua missão, nem mesmo na hora de enfrentar os seus algozes:
Tendo, pois, Judas recebido a escolta e, dos principais sacerdotes e dos fariseus, alguns guardas, chegou a este lugar com lanternas, tochas e armas. Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno. Então, Jesus lhes disse: Sou eu. Ora, Judas, o traidor, estava também com eles. (João 18:3-5)
Hoje, faltam líderes que se recusem a fugir. Vivemos em uma geração onde, por qualquer razão, deixamos de lado a obra do Senhor. Fugimos de igrejas frias e pouco amigáveis, de palavras críticas, de discussões necessárias, das dificuldades em se implantar projetos do céu. Imagine então o que poderíamos dizer se os obstáculos fossem ameaças de morte, calúnias e tentativas de intimidação?

Que Cristo nos ensine a sermos corajosos e a sermos cristãos que enfrentam com prudência e integridade as perseguições neste mundo.

31 Outubro 2009

1, 2, 3, 4, 5 Calvinistas

No princípio eram Cinco Solas: Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus e Soli Deo Glória. Os reformadores proclamavam a suficiência das Escrituras, a salvação somente pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo, o único mediador, tudo para a glória de Deus somente. Negavam com isso a autoridade do papa e dos concílios como infalíveis, a capacidade do homem e o valor das obras para a salvação, a mediação humana e dos sacramentos, atribuindo toda a glória da salvação ao Deus vivo e verdadeiro.

Depois vieram os Cinco Pontos dos Cânones de Dort, provocados pelos também Cinco Pontos da Remonstrância. O acróstico TULIP proclamou a total depravação contra o livre-arbítrio, a eleição incondicional em oposição à eleição mediante fé prevista, a expiação limitada aos eleitos ao invés da expiação universal, a chamada eficaz em lugar do poder de veto do homem sobre a vontade divina e a perseverança do crente pela fidelidade de Deus e não por obras de obediência.

Agora, no aniversário da Reforma, chega à blogosfera o “5 Calvinistas”. Não tem nada da importância histórica e teológica dos “Cinco Solas” e dos “Cinco Pontos”, mas procura ser fiel a eles. São cinco blogueiros, de confissões religiosas e filiações denominacionais diferentes, mas que têm em comum o calvinismo como visão de mundo e expressão do Evangelho de Jesus Cristo, além da disposição de expor e defender a “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 1:3).

Seja bem vindo!

Texto de Clóvis Gonçalves, do Cinco Solas. Eu também sou um dos 5 Calvinistas. Os outros são o Allen Porto, o Leonardo Galdino e o Roberto Vargas Jr. Não deixe de nos visitar!