24 fevereiro 2008

Figueira sem fruto

Atendendo a um pedido do Cristiano, vou tentar responder à seguinte pergunta:

Por que Jesus amaldiçoou a figueira, se ainda não era tempo de figos? (Mc 11:13).

Bom, procurei o comentário de Marcos do William Hendriksen e achei a seguinte explicação (não ponho em aspas, porque vou explicar com minhas próprias palavras):

Existem duas épocas para a frutificação dos figos na região de Jerusalém. Os figos pequenos, que crescem dos brotos dos figos da última safra, começam a aparecer no final de março e podiam ser colhidos em maio ou junho. Os figos grandes são colhidos no final de agosto até outubro.

Quando os figos pequenos surgem, eles surgem junto com as folhas. Em alguns casos, os figos pequenos surgem antes das folhas. Logo, se há folhas...há figos.

A figueira era, portanto, incomum. Na época que Jesus a viu, era março ou abril. De fato, as figueiras, nesse tempo, ainda não estão com folhas...e, se estiverem, já devem ter os brotos dos figos. Como a figueira em questão tinha folhas, mas não tinha nenhum broto de fruto, ela era uma figueira que "prometia muito, mas não tinha nada".

De certa forma, essa figueira era um símbolo de Israel. Israel (em particular os fariseus, saduceus e escribas) eram pessoas com uma "folhagem vistosa". Aparentavam ser muito religiosos e dedicados a Deus, mas não tinham fruto algum para mostrar. A maldição da figueira é uma espécie de maldição para Israel.

Hoje esse texto serve como uma advertência a todos aqueles que parecem ser muito mais do que são. Nós, como cristãos, não devemos ter folhagem vistosa, mas sim uma copa carregada de frutos. Cabe a nós apresentarmos frutos reais ao Senhor, ao invés de cultivarmos uma aparência de santidade. Senão...a maldição está ali, na esquina.

É isso. Se você tiver alguma dúvida, fale comigo. Não sei se vou responder a todas as dúvidas, mas vou tentar.

Graça e paz do Senhor.

2 comentários:

Vini Costa disse...

Essa era uma dúvida que eu também tinha. Afinal, o Senhor Jesus sempre usou metáforas, mas sempre na forma de parábolas. Eu nunca tinha entendido porque a árvore secou de verdade, em vez de apenas numa história. Parece que ele quis mostrar aos discípulos e a nós que o perigo de "florescer sem frutificar" é real.

Daniel. disse...

QUE MASSA!!!