19 março 2009

Ministério da Cultura abre edital para Prêmio Cultural LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) 2009

Como sou funcionário público, não posso desenvolver muito a argumentação sobre este assunto. Mas a sociedade precisa saber que o Ministério da Cultura abriu o edital do Prêmio LGBT 2009, que vai dar R$ 23 mil a organizações que ajudem no combate à homofobia e trabalhem pela divulgação da causa de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, o movimento LGBT. Mais informações clicando aqui.

Embora vivamos em um Estado laico, onde há separação entre Igreja e Estado, creio que as igrejas têm sim o direito de se manifestar, inclusive condenando ações governamentais como essa. Acho que alguns questionamentos cabem:

1) Por que a orientação sexual é considerada cultura pelo Governo Federal? Qual a base lógica para isso? Que conceito de cultura é adotado pelo Governo, que é tão amplo a ponto de abranger esse tipo de iniciativa?

2) Uma coisa é permitir que cada um tenha a liberdade de fazer a sua "opção sexual". Mas é papel do Estado usar dinheiro público para divulgar ou incentivar movimentos que atuam em prol de uma opção?

Perguntas que os cristãos de todo o país deveriam estar se fazendo...e fazendo também às autoridades do Ministério da Cultura que pretendem investir R$ 1,242 mi de reais neste prêmio. Na minha visão, acho louvável o combate à homofobia em suas formas violentas e preconceituosas que firam o princípio do amor ao próximo (embora os cidadãos devam ter o direito político e bíblico de reprovarem abertamente o comportamento homossexual), mas não a promoção da causa pelo Estado.

Encerro o post com uma passagem bíblica que mostra o ponto de vista evangélico e protestante sobre o assunto:
Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. (Romanos 1:26-27)

2 comentários:

Alice disse...

Você coloca aqui duas questões que temos de ponderar. A primeira é o Governo gastando dinheiro público com assuntos que não são de interesse geral. Torna a atitude governamental questionável e, até, preconceituosa - promovendo a não-homofobia através da separação de recursos para combater e promover a causa. Funciona mais ou menos como a política de cotas.
A segunda questão é a não-compactuação do pensamento cristão com a promoção da homossexualidade (e suas variações) e nossas posições profissionais dentro do contexto. Eu, como futura Assistente Social, você, como pastor e jornalista, os nossos irmãos trabalhadores que não compactuam com a causa, mas ficam sem opção de como proceder em circunstâncias como esta.
Nós agimos dando nossas opiniões diretamente, para quem as pergunta. Sem notar, o próprio governo acaba por 'denegrir' a situação desses movimentos transgêneros - por promovê-los, acaba deixando-os mais em evidência do que suportariam, e acabam 'dando um passo em falso'. Por fim (...), não acredito que ninguém acredite que orientação sexual seja cultura, o que é o argumento para chamar de 'orientação', e não de 'opção': não é uma escolha, teoricamente, já se nasce assim - o que eu considero arbitrário.
Acho que o Ministério da Cultura foi o escolhido por ser a cultura algo muito indefinido na mente do povo brasileiro, e o indefinido é manipulável.

Alice

Daniel. disse...

Juízo.