15 outubro 2009

Neemias: tipo de Cristo (I)

Na minha opinião, nenhum período é tão pouco falado e mal interpretado pelos cristãos como a volta do povo de Israel do exílio babilônico. No início do século VI a.C, a cidade de Jerusalém foi tomada pelos exércitos de Nabucodonosor e um grupo significativo de judeus foi levado para morar na Babilônia. Eles ficaram cerca de setenta anos, até cerca de 538 a.C, morando em outro país. Segundo a Bíblia, o exílio foi uma manifestação do juízo de Deus sobre Israel, devido às constantes desobediências e desrespeitos cometidos por israelitas e judeus contra a Lei de Moisés.

Mas foi profetizado que, setenta anos depois, Judá voltaria para sua terra. A volta dos judeus à Terra Prometida aconteceu no reinado de Ciro, o Persa é um sinal do fim dos tempos, presente de modo vívido na mensagem de profetas como Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel e tantos outros. A restauração seria um símbolo da volta de todos os salvos à comunhão plena com o verdadeiro Deus.

Se entendêssemos isso, falaríamos muito mais do exílio (justiça) e da restauração (salvação). Mas, infelizmente, está muito difícil achar até candidatos ao ministério pastoral que saibam explicar o que foi o exílio babilônico.

E aí homens como Neemias acabam sendo negligenciados. Tipos de Cristo são pessoas que, devido a algumas características pessoais e/ou ministeriais, representam algum traço do ministério que Jesus realizou neste mundo. Noé, Abraão, Moisés e Davi são alguns dos exemplos mais famosos de tipos de Cristo. Mas há alguns esquecidos, e Neemias é um deles.

O Reforma e Carisma vai começar uma série de estudos sobre a vida de Neemias, tentando mostrá-lo como um tipo de Cristo. Olhando para Neemias e seu papel restaurador para o Israel pós-exílico, encontramos lições valiosas sobre como Jesus nos restaura e qual o nosso papel na restauração do mundo criado por Deus.

Que estes posts possam nos ajudar a vivermos um cristianismo verdadeiramente restaurador neste século XXI.

Um comentário:

Daniel. disse...

Cara, a idéia é muito boa. Era sobre isso que eu falava quando dizia que você escrevia melhor do que... enfim, excelente iniciativa! Continue sendo instrumento pra nos ensinar a Palavra, Helder!