10 novembro 2009

Última resposta a Leandro Quadros - Parte I

Aos leitores do Reforma e Carisma,

Amados, será o último texto que pretendo escrever ao professor Leandro Quadros, do “Na Mira da Verdade”. Para quem não acompanhou, eu me envolvi em um debate com o professor a respeito da predestinação. Tudo começou com uma crítica feita pelo Clóvis no blog Cinco Solas. O professor Leandro fez uma réplica que pode ser lida aqui. Nesse ponto, resolvi interferir e publiquei um artigo refutando a réplica. Para ler, clique aqui. O Clóvis também treplicou o professor. Leia a tréplica aqui.

Bom, nesse ponto o professor resolveu responder a mim, com o artigo "48 textos bíblicos contra 12 descontextualizados".

Abaixo vai a primeira parte de uma série de posts para responder ao professor. Não vou escrever tudo de uma vez só para não cansar os leitores. Até porque duvido que alguém, além dos interessados, tenha lido tudo. De qualquer forma, o debate ajudará a esclarecer a solidez do calvinismo e do ponto de vista adventista sobre o assunto.

Ao Professor Leandro Quadros,

O senhor demonstra uma incrível capacidade de produzir textos grandes. Não partilho do mesmo talento. Primeiro porque sou jornalista de formação, e aprendi que texto bom é o curto, o que se atém ao necessário. Segundo porque estamos na Internet, e blogs são espaços para leituras mais breves. No entanto, como o senhor parece preferir respostas longas e exaustivas, tentarei dar o que preferes. Só que o farei em partes, para não cansar aos leitores e poupar o meu tempo.

A quantidade de versículos usados
Começo com o título de seu artigo. 48 a 12, nossa, parece que o senhor me deu uma "lavada", não é mesmo? Não necessariamente.

Uma argumentação vencedora não é a maior, nem aquela que usa mais versículos. Afinal, textos grandes podem ser mais difíceis de terem suas idéias bem encadeadas e perderem o foco. Citar textos é fácil, mas usá-los de modo pertinente é o que conta. Muitas vezes, um texto menor, que use menos versículos de modo mais correto, pode ser muito mais claro.

Portanto, não pense que um suposto placar de 48 a 12 me assusta ou faz com que me sinta perdedor do debate. Aliás, o veredicto é dado por cada leitor. O importante é a força do argumento, não a quantidade de textos ou o tamanho do artigo.

O meu tom no artigo
O professor se queixa de que a forma como eu o tratei "não foi legal". Primeiro por tê-lo chamado de ignorante e segundo por tê-lo desafiado a publicar um comentário, como se ele "tivesse medo de alguma coisa ou de bons debates".

Bom, legal, ou melhor, ético, é publicar o contraponto. Algo que, até às 17h08 do dia 9 de novembro, o professor não fez em seu site. Onde está a ética de um professor que publica uma resposta, mas não dá sequer um link onde se possa ler o outro lado? Isso ao menos eu fiz. Neste artigo e no anterior eu deixei o link para que o ponto de vista do professor fosse lido.

Dessa forma, questiono se o professor realmente tem medo de linkar a minha posição e interpelo porque o meu comentário não foi publicado em seu blog.

Sobre chamá-lo de "ignorante", segundo o dicionário Houaiss, um dos significados da palavra é "que ou quem não tem conhecimento por não ter estudado, praticado ou experimentado". Em seu texto dirigido ao irmão Clóvis, o senhor diz:
1º: Se os cinco pontos atribuídos a João Calvino não são dele, então as enciclopédias de história eclesiástica e os comentários bíblicos estão todos errados – menos Clóvis. (Leandro Quadros)
Prova sim de ignorância, no sentido de que o senhor desconhece o calvinismo. Afinal, como mostrei em artigo anterior:
Não sei qual a enciclopédia que o senhor utiliza, mas ela é muito ruim. Os 5 pontos do calvinismo foram estabelecidos no Sínodo de Dort, em 1618/19, na Holanda. João Calvino morreu em 1564. A não ser que o irmão ache que Calvino baixou em uma sessão espírita, seria impossível para ele definir os 5 pontos, consagrados no acróstico TULIP e também conhecidos como Cânones de Dort. (Helder Nozima)
Logo, não erro em chamá-lo de ignorante. Se o senhor se propõe a combater o calvinismo, ou a fazer afirmações tão categóricas sobre Calvino, o mínimo que eu esperaria era o conhecimento de fatos básicos, como a origem do termo TULIP.

Não o destratei, fiz apenas o uso correto dos termos da língua portuguesa.

Quanto à minha paciência, já a demonstro em me dispor a ler seus textos e respondê-los. Mas gostaria de ver o que o senhor acha da paciência de Paulo. Afinal, ao se referir a um grupo que ensinava aos gálatas inovações ao Evangelho, o apóstolo não hesitou em amaldiçoar os hereges:
Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema. (Gálatas 1:8-9)
Na carta onde ele fala da paciência, ao se referir aos que pregavam a circuncisão, chega a sugerir que eles se castrem:
Tomara até se mutilassem os que vos incitam à rebeldia. (Gálatas 5:12)
Há em mim uma paciência muito maior do que aquela que vejo no apóstolo Paulo ao se referir aos que pensam de modo diferente.

Por que escrevi 5 páginas para refutar 12?
Minha resposta é simples: porque julguei que 5 eram suficientes.

O seu texto, de 12 páginas, já me pareceu enorme e confuso. Talvez seja uma limitação minha de leitura, mas essa impressão foi comum a outros blogueiros do lado calvinista.

Se fosse refutar ponto a ponto, extrapolaria suas 12 páginas. Correria o risco de perder o foco, dos leitores chegarem no meio e já não se lembrarem mais do início. Preferi ser conciso. De qualquer forma, fiz um texto enorme, de 28 pontos, e o senhor ainda achou pouco. Imagine se fosse ponto a ponto.

Por que apenas 28 pontos? Por que não refutei todos os argumentos?
Ao contrário do que o senhor parece pensar, não acho que, para ganhar uma discussão, seja preciso responder ponto a ponto. Se os pontos mais importantes forem refutados, se a base for atingida, o argumento do adversário cai.

Um exemplo. Se fosse um ateu e convencesse um cristão de que Jesus não é Deus, não precisaria dizer mais nada. Não teria que atacar a Bíblia, nem falar sobre milagres, nada disso. Teria destruído um argumento central.

Se discutisse com um espírita e o convencesse de que a reencarnação não existe, não precisaria derrubar mais nenhum ponto da doutrina kardecista. A discussão estaria ganha.

Não foi a avaliação do senhor, mas no meu ponto de vista, os meus 28 pontos foram suficientes para refutar seus argumentos mais importantes e expor, consistentemente, a base bíblica do calvinismo. Não vejo porque eu teria que ser exaustivo e levantar cada versículo bíblico sobre o assunto. Uma amostragem sólida, ao meu ver, é suficiente.

A pergunta da acusação
Disse o senhor: "Onde acusei alguém?"

Não entendi a sua pergunta. Onde falei do senhor acusar a alguém?

A repetição dos questionamentos
O senhor pede uma prova de que seus questionamentos no texto do Clóvis são repetidos. Vou provar por amostragem e não de modo exaustivo.

No texto "Se eu preciso 'melhorar a pontaria', o irmão Clóvis precisa pelo menos 'mirar'", lemos:
Argumento humano e infundado. É claro que toda humanidade está predestinada para a salvação. Em Gênesis 3:15 vemos a profecia messiânica aplicada a toda a raça humana descendente de Adão e Eva. E, em Genesis 12:3 é dito que, por meio da aliança de Deus com Abraão, “serão benditas todas as famílias da terra”. Todas significa TODAS mesmo e não apenas uma classe. Se Deus tivesse predestinado apenas aqueles com quem Ele “foi com a cara”, essa promessa a Abraão dirigida a todas as famílias da terra perderia o sentido.

Os textos a seguir refutam a ideia de Clóvis de que a predestinação “não está disponível a toda a humanidade”. E espero de coração que o irmão não “explique novamente” aquilo que a Bíblia já deixou claro, como o Sol ao meio-dia(...)1 Timóteo 2:4

“O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”

Deus deseja que todos (e não só os “predestinados” na concepção de Calvino) sejam salvos. Prova indiscutível de que o maravilhoso dom da Salvação não é restrito a um grupo de pessoas que “não queiram ser salvas”, por exemplo.

Infelizmente, nem todos vão querer ser salvos, como vimos em Apocalipse 20:8, 9. (Nota do Helder: mesmo tipo de argumento de Gn 12:3, baseado no "todas")
Ainda lemos dois argumentos, um após o outro, que dizem quase a mesma coisa, que o calvinismo tornaria inútil a doutrina do Juízo:
3) O calvinismo afronta a doutrina do juízo e a torna desnecessária. Romanos 14:10-12 é claro em afirmar que cada um dará contas de si mesmo a Deus e 1 Pedro 4:17 diz que o juízo começa “pela casa de Deus”. Por que um julgamento se antes Deus já decidiu quem irá se salvar e se perder? (Ler Mateus 25:31-46);

4) O calvinismo anula a ideia bíblica de um castigo proporcional às obras de cada um (Mateus 16:26, 27; Lucas 12:47, 48;
O mesmo pode ser dito sobre, supostamente, o calvinismo limitar a salvação e a graça de Deus. Dá no mesmo dizer que limita uma ou outra, mas a repetição aumenta a quantidade de argumentos:
7) O calvinismo limita a salvação, afrontando 2 Coríntios 5:14:

“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram.”

Não “por todos os predestinados calvinistas”, mas, por todos os que aceitarem a Cristo como Salvador pessoal (Romanos 10:9).

8 – O calvinismo limita a graça de Deus:

“Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.” Romanos 5:18.
Fico por aqui. Talvez você me diga que não são repetições, que são ideias parecidas, mas não idênticas, que elas reforçam a argumentação. Tudo bem, é uma estratégia de discussão. Não é a minha, mas tudo bem.

Por que não respondi a perguntas retóricas ou sobre a perda da salvação
Já respondi isso no tópico acima. Não ache que tenha que responder a todas as suas perguntas. Sobre a perda da salvação, eu respondi sim:
Mas, quem persevera até o fim...são os eleitos. Quem era da igreja e apostata nunca foi eleito. Como diz 1 João 2:19 – “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos”.
Não preciso listar aqui os versículos que ensinam que os eleitos não perdem a salvação. O blog Teologia e Vida já fez isso por mim. O artigo pode ser lido aqui. Mas, se a batalha é ganha pela quantidade, copio a lista deles.
Salmos 37.28: "Porque o SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a semente dos ímpios será desarraigada."

Jeremias 31.3: "Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí."

Jeremias 32.40: "E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim."

Ezequiel 11.19-20: "E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os cumpram; e eles me serão por povo, e eu lhes serei por Deus."

Mateus 18.12-14: "Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou? E, se porventura achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram. Assim, também, não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca."

Lucas 22.32: "Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos."

João 3.36: "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece."

João 5.24: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida."

João 6.35-39: "E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes, e contudo não credes. Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia."

João 10.26-29: "Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai."

João 17.6,11-15: "Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra [...] E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. Mas agora vou para ti, e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal."

Romanos 5.6-10: "Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida."

Romanos 5.17: "Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo."

Romanos 8.1: "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito."

Romanos 8.28-39: "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou. Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."

I Coríntios 1.7-9: "De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor."

I Coríntios 11.32: "Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo."

II Coríntios 1.22: "O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações."

Efésios 1.3-5,13-14: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade [...] Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória."

Efésios 4.30: "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção."

Filipenses 1.6: "Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo."

Filipenses 3.13-16,20-21: "Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Por isso todos quantos já somos perfeitos, sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vo-lo revelará. Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra, e sintamos o mesmo [...] Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas."

I Tessalonicenses 5.23-24: "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará."

II Tessalonicenses 2.13-14: "Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; para o que pelo nosso evangelho vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo."

II Tessalonicenses 3.3: "Mas fiel é o Senhor, que vos confirmará, e guardará do maligno."

II Timóteo 1.12: "Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia."

II Timóteo 4.18: "E o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém."

Hebreus 7.25: "Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles."

Hebreus 9.12: "Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção."

Hebreus 10.14: "Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados."

Hebreus 12.5-13: "E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes seja sarado."

I Pedro 1.3-5: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo."

I João 1.8-10: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós."

I João 2.19: "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós."

I João 3.9: "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus."

I João 5.4,11-13,20: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé [...] E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus [...] E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna."

Judas 1.1: "Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, santificados em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo."

Judas 1.24-25: "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém."

Obs: Todas as referências bíblicas são da versão Almeida Corrigida e Fiel.
Professor, fique à vontade para refutar, um a um. Afinal, se foi isso que o senhor pediu de mim, nada mais justo que o senhor me dê o exemplo.

Fico por aqui nesse primeiro post. Depois prossigo com minha resposta

Ah, em tempo, no Word já deu 8 páginas só o primeiro post, com fonte Times 10. E nem terminei de responder a primeira página do senhor.

Veja a próxima parte clicando aqui.

Graça e paz do Senhor,

Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro

6 comentários:

Clóvis disse...

Helder,

Paz seja contigo.

Jesus referiu-se ao que por muito falar pensam que serão ouvidos. O professor Leandro conta com isso. Se formos atrás dele nesse exemplo, iremos parecer aqueles garotos da pré-adolecência que tentam vencer a disputa dizendo "o meu é maior".

Avaliando a estratégia de debate do professor, vejo algumas falácias (presumo que ele irá ler seu posts e meu comentário, que sendo aberto não é "falar pelas costas):

- Falácia do argumento ad nauseum. Ele repete o mesmo ponto, infinitamente, talvez acreditando que uma mentira mil vezes repetida passa por verdade... as vezes funciona.

- Falácia da seleção de amostra. Ele refere-se a uma enxurrada de versículos de supostamente provam a idéia dele (supostamente, pois uma leitura simples dos textos provam que, ou não tem nada a ver ou provam o contrário), ao mesmo tempo que habilmente ignora os textos que lhe são contrários.

- Falácia do apelo à autoridade. No vídeo ele cita Berkouwer como uma autoridade calvinista que não cria na predestinação calvinista e que teria orientado a igreja presbiteriana a rever sua posição histórica. Depois, num comentário ele disse que se tratava de um dos maiores teólogos do mundo reafirmando a recomendação para que sua igreja mudasse a posição quanto a eleição. Bem, a verdade é que ele citou Berkouwer a partir de uma outra obra adventista e até agora nem ele e nem eu encontramos, no livro de Berkouwer tal admoestação à igreja reformada. Porém, na minha busca, encontrei que Berkouwer combatia a eleição universal e o livre-arbítrio humano, ambas teses do professor, que então disse que não era ele, mas um outro autor adventista que achava aquilo tudo do Berkouwer.

- Falácia do non sequitur. As conclusões do professor não seguem suas premissas, na verdade, às vezes as premissas desmentem suas conlcusões. Por exemplo, para provar que o homem tem a capacidade de querer e ir a Cristo ele cita Jo 5:40 que diz "contudo, não quereis vir a mim para terdes vida". Um verso que afirma que o homem está morto em pecado e que não quer ir ao Senhor é usado para provar que a vontade do homem pode levá-lo a Cristo!

Apesar disso, e atendendo aos reclames do professor, estou preparando uma resposta aos 48 versos bíblicos que o professor disse que ignoramos.

Em Cristo,

Clóvis

Helder Nozima disse...

Clóvis,

Você tem razão. Tentarei ser mais breve nos próximos posts. Quis mostrar que não é por falta de versículos ou argumentos que não produzimos posts gigantes, mas errei. Vou seguir a tática do "falar o necessário" e do desmontar os argumentos centrais.

Obrigado!

Roberto Vargas Jr. disse...

Caríssimos Helder e Clóvis,
Eu, na verdade, tenho acompanhado o debate à distância, por meio dos seus textos. Pois quando tentei ler o primeiro dos textos do professor, perdi a paciência muito rapidamente, tendo visto em poucas linhas:
1) a ignorância quanto ao calvinismo, sua história e a doutrina em questão,
2) a caricatura do calvinismo devida a esta ignorância,
3) o apelo à autoridade,
4) o argumento ad nauseam,
5) a péssima hermenêutica.
Como não continuei a ler os artigos dele, preferi não mencionar nada disso (além de algumas indicações a respeito feitas em outros comentários), mas aguardava ansioso que um de vocês dois o fizesse. Eis que este artigo e o comentário do Clóvis expõem as estratégias, a ignorância e as falácias do professor de forma clara para quem quer que saiba ler (ouvir e entender)!
Parabéns a ambos!
No amor do Senhor,
Roberto

Leonardo Bruno Galdino disse...

Caros Helder e Clóvis,

A exemplo do Roberto, eu também tenho acompanhado esse debate apenas de longe. Mas, agora, resolvi me manifestar a respeito. Do pouco que li desse professor, pude constatar nele todas essas falácias que o Clóvis listou acima, e mais algumas.

1) Falácia do apelo ao testemunho denominacional. No final do seu artigo mais recente (de 08/11, clique aqui), Leandro apelou para o testemunho de um presbiteriano (?) chamado Assis, que o elogia por ter usado "a Bíblia o tempo todo e sempre usando o contexto! O que não acontece regularmente na nossa igreja e fico triste por isso". Ora, como podemos dar ouvidos a um cara que pega um testemunho ISOLADO de um presbiteriano descontente com sua igreja local e generaliza para mostrar que todos os presbiterianos (e reformados, de um modo geral) deveriam, a exemplo do Assis, "fazer da Bíblia a sua única regra de fé e prática!"? O que seria do Prof., então, se achássemos um adventista que crê na doutrina da predestinação? No mínimo ele diria que o cara não é um crente genuíno!

2) Falácia do apelo DESCONTEXTUALIZADO, IMPRECISO e INADEQUADO à(s) autoridade(s). Como o Clóvis bem falou acima, ele citou o Berkouwer de uma fonte adventista, mas ele mesmo não conseguiu achar in loco o escrito do próprio Berkouwer! Pode? Ora, se uma pessoa requer credibilidade, então que, pelo menos, cite a fonte original, e não citações no mínimo questionáveis! Mas não é apenas isso. Para dar autoridade às suas elucubrações sobre Jo 1.11-13, ele recorre aoS "estudos de grandes comentaristas". Então ele cita "Barckay"[sic] (deve ser o William Barclay, que negou a fé cristã ao fim de sua vida), o puritano "Mattew" [sic] Henry (eu conheço o Matthew, mas tudo bem) e Moody (esse ele escreveu certo), que era arminiano. Depois que ele cita os comentários dos referidos autores sobre a referida passagem de João, ele pergunta ao pastor (Helder, no caso) se ele ainda vai continuar interpretando o texto à sua própria maneira, tendo em vista os "comentários esmagadores citados acima". Ora, qualquer um que tenha um mínimo de massa encefálica logo perceberá que os comentários dos autores que ele lança mão, até mesmo o do Barclay e do Moody, não dão apoio nenhum ao que pensa o professor. Se ele quis conferir autoridade ao seu texto citando os "grandes comentaristas", ele errou na escolha dos comentários, que se mostraram "esmagadores" para ele mesmo.

3) Falácia da (pretensa) "piedade". O professor também adora se mostrar "humilde", com o fim de angariar a simpatia de alguns incautos que o apoiam. É por isso que, dessa forma, é bem mais fácil atrair o apoio da maioria, já que os calvinistas são "xiitas" demais para com quem pensa diferente deles. Mas essa sua pretensa humildade não me convence, pois ele mesmo dá "graças ao Espírito Santo pela visão bíblica que temos do amoroso caráter de Deus"! Oh, que belo! E quem não tem essa "visão" é cego, porventura? Se for, prefiro continuar com essa minha "cegueira".

É claro que há outras falácias que ainda poderiam ser citadas, mas, como elas são decorrentes das demais já expostas, é melhor não entrar em detalhes (pelo menos não aqui neste formulário de comentários). Ainda estou pensando em escrever um comentário no site do referido professor, só não sei e será publicado (como parece ter sido o caso de alguns que o contrariam).

Em Cristo,
Leonardo.

Ricardo Mamedes disse...

Caros Helder, Roberto, Clóvis e Leonardo,

Vocês somente se esqueceram de citar a "Falácia sobre uma fé genuína". Refere-se àquele que cita a palavra (descontextualizada)como fundamento aos seus argumentos, mas que em seguida nega-a de maneira veemente e sumária, quando os argumentos pertencem ao 'oponente'.
Em suma, a mesma Palavra, mas com dois pesos e duas medidas, acomodando-se ao gosto do "debatedor".

Em Cristo, o Salvador!

Ricardo

Heitor Alves disse...

Leandro é muito repetitivo nas suas idéias. Parece que que fica dando voltas!

Ele insiste que a "Predestinação Universal" precisa ter algum valor para se apoiar em um "amor divino universal".

Escrevi um artigo intitulado "Será mesmo que Deus ama e deseja a salvação de todos?" no link abaixo:

www.eleitosdedeus.org/eleicao/sera-mesmo-que-deus-ama-deseja-salvacao-de-todos-heitor-alves.html

Se Deus não ama a todos, então a sua "Predestinação Universal" cai por terra!