21 dezembro 2009

O problema das drogas não é econômico, é moral!

Um argumento muito comum usado por várias pessoas de esquerda é o de que os jovens buscam a criminalidade por causa de dinheiro. Mas até mesmo pesquisadores seculares estão discordando desse ponto de vista. O sexo e o poder parecem ser os principais motivadores que levam os jovens ao tráfico. E as causas socioeconômicas são vistas como frágeis para explicar a entrada no mundo do crime:

Confira abaixo uma entrevista feita sobre o assunto no UOL Notícias:
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21/12/2009 - 13h12

Sexo e poder são os principais atrativos para recrutamento de jovens para o tráfico

Marina Lemle
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

A sensação do poder armado e a conseqüente facilidade de conquistar mulheres são os grandes estímulos que levam crianças, adolescentes e jovens a entrarem para o tráfico, já que a atividade não rende mais financeiramente o que rendia há alguns anos. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa "Meninos do Rio: jovens, violência armada e polícia nas favelas cariocas", lançada nesta segunda-feira no Rio de Janeiro. O estudo foi promovido pelo Unicef e coordenado pela cientista social Silvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes.

Em entrevista exclusiva para o UOL, a autora contou que a capacidade das armas de atrair meninas - as chamadas "Maria Fuzil" - surgiu como um comentário constante nas entrevistas feitas com jovens, mães, lideranças comunitárias e técnicos de projetos sociais do Complexo do Alemão e de favelas e bairros da Zona Oeste do Rio. Além de sete grupos focais, reunindo 87 jovens, técnicos e mães, foi realizada uma pesquisa quantitativa executada por 14 jovens que entrevistaram 241 rapazes e moças de 14 a 29 anos.

Outra revelação do estudo é que as razões alegadas para a entrada no tráfico são as mesmas que as de saída ou não entrada. "A única coisa realmente comum a todos os jovens que ingressam no crime é a presença de grupos ilegais armados na esquina de casa", diz Silvia. Para a pesquisadora, enquanto durar o controle territorial por traficantes e milícias em favelas do Rio, alguns jovens, mesmo sem convicção, vão "experimentar a vida".

Veja abaixo trechos da entrevista, feita no final de semana no Rio de Janeiro.

O que estimula crianças e adolescentes a entrarem para grupos armados em favelas cariocas?
Silvia Ramos -
Muitas vezes, as "causas" que explicariam porque um jovem entrou para o tráfico eram as mesmas que explicariam por que outro jovem não entrou. Famílias desestruturadas, falta de dinheiro, pais violentos, parentes envolvidos no tráfico... ouvimos de jovens que hoje estão na universidade que estas foram exatamente as razões para fugirem do crime e buscarem alternativas. As chamadas causas clássicas, sócio-econômicas, parecem hoje, mais do que em qualquer outro momento, muito frágeis para ajudar a compreender as forças que fazem de um trabalho que paga pouco e é perigoso ser ainda atraente para alguns.

Então o que os leva a correr tamanhos riscos?
Silvia Ramos -
A capacidade das armas para atrair meninas surgiu como um comentário constante não só de traficantes, ex-traficantes e jovens de projetos, como de mães e assistentes sociais que trabalham com jovens nas favelas. Luiz Eduardo Soares e outros autores já tinham chamado a atenção para os aspectos simbólicos, ligados à afirmação e à visibilidade, envolvidos nas dinâmicas da violência armada. Mas certamente o que há de mais comum em todas as histórias é a presença, dentro da favela, na esquina perto de casa, de grupos armados ostentando armas e "mandando no pedaço". Como a "experiência", o "ir e vir", é uma característica da juventude contemporânea, experimentar a vida no crime poderia ser apenas uma passagem. Mas algumas vezes a passagem é fatal e esse garoto mata, morre ou vai preso.

Quais as principais conclusões do estudo?
Silvia Ramos -
A conclusão principal é que é preciso ouvir os que estão no tráfico, os que saíram e os que trabalham no dia a dia das favelas com os jovens. Nós construímos estereótipos e certezas sobre o tráfico, as armas, as drogas e o crime, quando na verdade o mundo dentro dos grupos armados muda toda hora. Se quisermos entender o que está passando com esses meninos do Rio, precisamos ouvi-los. A segunda conclusão principal é: a única coisa realmente comum a todos os jovens que ingressam no crime é a presença de grupos ilegais armados na esquina de casa. Enquanto durar o controle territorial por traficantes e milícias em favelas do Rio, alguns jovens, às vezes sem muita convicção, vão experimentar "a vida", como eles dizem. Mas essa experiência às vezes é definitiva. Para o próprio ou para outro. O mesmo se passa com os carros, a velocidade, os esportes radicais, o risco e tantas coisas que "atraem" na juventude. Se não houver blitz, polícia, pardal e multa impedindo que um garoto pegue o carro do pai e acelere a 120 por hora numa curva, alguns jovens sempre vão "experimentar" essa sensação de perigo. E alguns vão matar e morrer.

Quem são as principais vítimas e autores da violência letal no Rio de Janeiro e qual a relação com o foco do estudo?
Silvia Ramos -
Morrem 50 mil pessoas aproximadamente por ano no Brasil vítimas de homicídio. Nossa taxa de homicídios é a sexta maior do mundo, com 26 por 100 mil. Nossa taxa de homicídio de jovens de 15 a 24 anos é a quinta maior, chegando a 50 por 100 mil. No Rio de Janeiro, tomando apenas os jovens, a taxa ultrapassa os 100 por 100 mil. Quando olhamos apenas para os jovens do sexo masculino negros e pardos aos 23 ou 24 anos, a taxa de homicídios do Rio chega a 400 por 100 mil. No Rio, a morte violenta tem cara, cor e endereço: é um rapaz negro morador de uma favela, ou de um bairro da Zona Oeste, usando bermuda e boné. Os autores desses homicídios - ainda que não existam estatísticas para comprovar - são predominantemente jovens envolvidos em dinâmicas de grupos armados, em geral traficantes de drogas, que vivem nas favelas. Mas não só: no Rio, a polícia mata mais de 1000 pessoas a cada ano. Sempre nas favelas e bairros pobres. Por isso o foco do estudo foram as favelas e bairros da Zona Oeste do Rio.

O que se pode fazer para mudar esse cenário?
Silvia Ramos -
Cabe ao governo e à polícia retirar os grupos armados que dominam áreas da cidade pelos fuzis e granadas. Cabe a nós, como sociedade, pensar em alternativas para rapazes que tiveram passagens pela vida de bandidos, em geral têm baixa escolaridade, mas desejam experimentar a "emoção de fazer parte da sociedade" ou de "andar livremente por Copacabana, Ipanema e Leblon, de cabeça erguida", como disse um jovem que saiu do tráfico e há um ano tem sua carteira assinada por meio de um projeto do AfroReggae. O AfroReggae está fazendo hoje, com mais de uma centena de jovens, aquilo que os governos deveriam se preocupar em fazer com milhares de garotos que estão nas favelas ou saindo das prisões.

Por que alguns saem do crime e outros não?
Silvia Ramos -
Um disse que a namorada engravidou e ele precisava arrumar a vida. Outro disse que pensou na mãe, outro que viu um amigo sendo morto. Muitos disseram que a vida no tráfico é muito dura - 12 horas de trabalho, ganhando pouco, sob muito risco e ninguém fica rico. "A gente cansa, a ilusão acaba", disseram. O fato é que, com algumas exceções, quase todos os rapazes que hoje se encontram no tráfico aceitariam experimentar um emprego com carteira assinada e largar as armas. Poder circular livremente pela cidade é uma atração muito forte para garotos que têm armas, algum dinheiro e "fama" na favela, mas não podem levar a namorada ou o filho ao shopping mais próximo. Poder dormir uma noite inteira sem pensar que a polícia ou o "alemão" pode entrar, é
um sonho que os que estão segurando as armas referem permanentemente.

Existem jovens que vivem uma "vida dupla"?
Silvia Ramos -
Essa é outra novidade que encontramos. As identidades não são sempre puras, como "traficante", "estudante", "trabalhador", "bandido" ou "otário". Alguns garotos quando voltam da escola trabalham algumas tardes da semana na "endolação" (embrulhando as drogas), alguns trabalham de dia numa empresa e à noite ou no fim de semana prestam serviços para a boca. Outros são traficantes profissionais, mas paralelamente têm seus negócios inteiramente legais na favela. Se os negócios derem certo, planejam "sair do crime". Em resumo, as identidades instáveis, mutantes - ou as trajetórias ioiô, como denomina José Machado Pais - e a recusa aos rótulos também ocorre atualmente entre jovens de favelas e não só entre jovens de classe média.

Como é a hierarquia e a dinâmica no tráfico?
Silvia Ramos -
A situação do tráfico nas favelas cariocas é bastante heterogênea. Não há mais padrões salariais, hierárquicos ou funcionais rígidos e a mudança ocorre não apenas de uma favela para outra, mas de uma semana para outra na mesma boca de fumo. O que predomina na maioria das comunidades é uma sensação de instabilidade, com chefes sendo mudados às vezes em semanas e muitos garotos novos tendo "muito poder", segundo palavras de traficantes e ex-traficantes entrevistados. Outra mudança importante é a mistura da função de traficante e de assaltante. É comum, em algumas favelas, que o traficante "vá para a pista" roubar, quando o movimento das drogas está fraco. Isso no passado era inconcebível e poderia custar a vida de quem desobedecesse.

E o crack?
Silvia Ramos -
Ouvimos muitas reclamações e comentários indignados, inclusive de traficantes, sobre a entrada do crack e o estrago e degradação que está causando em algumas áreas.

O que mais mata os integrantes de grupos?
Silvia Ramos -
Quando imaginamos as mortes nos grupos ilegais armados, sejam traficantes ou milícias, pensamos em grandes confrontos, onde o opositor é um policial ou um bandido de outra facção. Mas na prática mortes acontecem o tempo todo dentro dos grupos, por ciúmes, inveja, tensões interpessoais, familiares, namoros e às vezes por brigas típicas de adolescentes. A proximidade das armas contribui ainda mais para uma cultura masculina que naturaliza a resolução de conflitos na base do tiro. Um ex-traficante contou que era o "frente" da favela. Um garoto da boca foi pra rua e voltou com uma "twister", um tipo de moto. O frente pediu para dar uma volta, o garoto que trouxe a moto não deixou, disse que ele que roubou, a twister era dele. O "frente" disse: "tu tá pensando que tá falando com quem?" E disso desenvolveu-se uma disputa de "autoridade" que teria sido resolvida à bala se o garoto não tivesse cedido a moto. Típica briga de adolescentes. De fato, Alba Zaluar, nos primeiros estudos sobre os grupos armados - gangues, quadrilhas e galeras - chama atenção para este fato. Mas nas condições atuais, de crise e desorganização das bocas de fumo, há uma radicalização das decisões tomadas na base de disputas insanas e um aprofundamento da cultura da morte. Eu pessoalmente estou convencida que boa parte das "invasões" e tentativas de "tomadas" de territórios entre facções ou em confrontos com a polícia, que provocam tiroteios toda hora, mortes, perdas de armas, munições, dinheiro e drogas para os grupos... isso tem muito pouco de racionalidade econômica. O que predomina é uma lógica de gangue.

E as milícias, também reagem na base do tiro?
Silvia Ramos -
Essa foi também a reação inicial das milícias quando finalmente a polícia resolveu combatê-las, no início do governo Sergio Cabral: jogaram bombas em delegacias, ameaçaram autoridades, executaram policiais, aumentaram as mortes. Mas passados quase três anos, tudo indica que vários grupos de milícia respondem com maior racionalidade econômica às investidas da polícia e tendem a se tornar menos visíveis no território, menos ostensivos e mais silenciosos, para manter a venda de sinal de televisão, gás, participação no transporte etc. O fenômeno é relativamente novo e não é possível ainda definir uma tendência definitiva, mas parece que a incapacidade dos grupos do tráfico de adaptar a venda das drogas no varejo a um modelo que não dependa do controle territorial armado - modelos que predominam em todas as outras cidades do Brasil - será uma das causas de sua decadência em várias favelas do Rio.

Última resposta a Leandro Quadros - Parte X

A parte anterior da resposta está aqui.


A expiação limitada na oração de Jesus
Uma das conseqüências da doutrina da predestinação é o ensino da expiação limitada. Ou seja, Jesus não morreu em favor de todos os homens, mas apenas dos seus eleitos. Na verdade, essa afirmação pode ser obtida de maneira lógica, sem apelar para a Escritura. Se há pessoas predestinadas ao céu e outras ao inferno, então não faz sentido que Jesus tenha morrido por todas as pessoas, incluindo as condenadas, porque aí o Seu sacrifício não seria eficaz.

Mas a Bíblia ensina, claramente, que o Senhor não morreu por todos. E isso já foi apontado por mim ao professor Leandro Quadros em meu artigo "Resposta ao Professor Leandro Quadros - "Na mira da verdade":
15) Cristo não morreu por todos os homens, morreu apenas pelos salvos. Jesus morre por suas ovelhas, não por lobos: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas” (João 10:15). Mais à frente, Cristo diz: “Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas” (João 10:26). Logo, Jesus morreu pelas ovelhas...e , se quem não crê não é ovelha...Cristo não morreu por todos. Na oração sacerdotal, Jesus se recusa a orar pelos não-eleitos “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus (João 17:9).

16) Logo, Cristo não morreu por todos os homens. Morreu por todo tipo de homem, mas não por todos...Ele até se recusou a orar por todos! Cristo veio morrer pelo seu povo: “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” (Mateus 1:21). Mais versículos nesse post http://teologia-vida.blogspot.com/2008/10/calvinismo-na-bblia-iii-expiao-limitada.html (Helder Nozima)
A resposta do professor Leandro Quadros, no artigo 48 textos bíblicos contra 12 descontextualizados... foi a seguinte:
15) Na oração sacerdotal Cristo não orou apenas pelos já eleitos nos dias dEle, mas, também por aqueles que viessem a crer. Aqui, o calvinismo também não encontra guarida.
Jesus não morreu “apenas pelos salvos”, mas, “para que todos sejam salvos” (se assim quiserem): “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra” João 17:20. O fato de pessoas crerem em Jesus por intermédio da Palavra (Romanos 10:9) confirma João 16:8-10, de que o Espírito Santo convence o indivíduo pela Bíblia de que ele é um pecador e que precisa de Jesus para continuar predestinado e salvo.
Sobre João 10:15 e 26, tais versos são compreendidos corretamente quando se lê também o verso 16: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.”
Em suma: Cristo tem as ovelhas que já O aceitaram (porque o Pai as trouxe a Ele) e tem ovelhas que ainda não O aceitaram (por que elas não permitiram ao Pai conduzi-las). (Leandro Quadros)
Creio que a resposta do professor não desmonta a minha argumentação original, mas vou fazer algumas ponderações.

Em primeiro lugar, João 17:20 não contraria o ensino da predestinação. Ali, Jesus diz que não rogava somente por estes (os discípulos que ouviam a oração naquele instante), mas também por aqueles que vierem a crer. O que o professor não percebe, ou não quer que seus leitores percebam, é que Jesus não fala que está orando por todos os homens. Os que não crerão são, deliberadamente, excluídos por Jesus de Sua intercessão. Logo, o Senhor ora apenas por pessoas que, efetivamente, serão salvas, ou seja, os eleitos, como já mostramos em partes anteriores dessa resposta.

Em segundo lugar, o professor ignorou João 17:9:
É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus... (João 17:9)
Isso fica mais evidente quando se analisa alguns outros versículos na oração. Após adorar o Pai, Jesus enfatiza que Ele manifestou o nome de Deus aos homens que o Pai deu a Ele:
Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, to mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. (João 17:6)

Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. (João 17:12)

E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. (João 17:19)

Pai, a minha vontade é que onde eu estou, também estejam comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja. (João 17:24-26)
Em todos estes casos, Jesus faz uma clara diferenciação. Ele ora apenas pelos homens que o Pai deu a Ele. Sobre estes homens, Jesus diz:

1) Que manifestou o nome de Deus a eles (e não a todos os homens);
2) Que era por eles que Ele rogava (e não por todos os homens);
3) Que eles eram guardados e protegidos (aplica-se aos Doze, exceto Judas, mas pode ser estendido a todos os salvos);
4) Que Cristo se santificava por eles (e não por todos os homens);
5) Que a vontade de Cristo é a de que os que Ele recebeu do Pai estejam com Ele (e não todos os homens);
6) Que os que o Pai deu a Cristo são os que entendem que Jesus é enviado de Deus (e não todos os homens);
7) Que eles são os que Jesus fez que conhecessem o nome de Deus (e não todos os homens);
8) Que o amor com que o Pai o amava esteja nestes, que o Pai deu a Jesus, e que Cristo esteja neles também (e não a todos os homens).

A oração é restritiva. Em momento algum, Jesus pede que as bênçãos acima sejam estendidas a todas as pessoas, ao contrário, elas são somente para os homens que o Pai deu a Ele. Quanto aos demais, ao mundo, esses permanecem excluídos até mesmo do rogo de Cristo.

Sobre João 16:8-10 o professor arma uma arapuca para ele mesmo. Diz o texto:
Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. (João 16:8-10)
O texto não diz que Jesus morreu por todos, nem que o Espírito Santo convence a todos os homens. Até porque, se convencesse, o professor teria que me explicar como é possível que existam tantas pessoas que não se achem pecadoras e nem se convençam da justiça de Deus ou da realidade do Juízo Final. Aí só restam três hipóteses: ou Jesus errou, ou o Espírito falhou em Sua missão ou Ele não convence a todos, restringindo esse convencimento aos salvos, ou seja, aos que Deus predestinou para a salvação. Eu fico com a última opção.

Em relação à João 10:14-15 e 10:26, mantenho o que está escrito:
Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas” (João 10:15).

Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas” (João 10:26)
Jesus conhece e dá a vida pelas Suas ovelhas, e são essas as que o ouvem e seguem. E nem todos são ovelhas de Jesus, como mostra João 10:26. João 10:16 não favorece o professor:
Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor. (João 10:16)
A questão é que Jesus vai buscar as ovelhas dele. Sobre os apriscos, o que Jesus está dizendo é que Ele não tem só ovelhas do aprisco de Israel (judeus), mas em outras nações (gentios) e que quando Ele as buscasse, então todas seriam um rebanho só, não mais dividido em nacionalidades ou culturas. É simples de entender, não há mistérios. Jesus busca as Suas ovelhas (eleitos), morre por elas, as chama pela voz e é seguido por elas. As ovelhas estão em várias nações (apriscos) e Cristo vai reunir todos em um só rebanho.  Mas há homens que não são ovelhas de Cristo e que, por isso, jamais crerão em Deus e serão condenadas ao inferno.

Ao ignorar o contexto, o professor precisa apelar para eisegeses, ou seja, traz versículos que não são pertinentes ao debate e distorce-lhes o significado, para tentar derrubar o calvinismo. Por outro lado, os calvinistas apenas dizem o que a Bíblia fala, sem acrescentar coisa alguma, e sustentam a verdade.

Continuo depois. Ainda falta muito, infelizmente.

O próximo post é este.

14 dezembro 2009

Onde estão minhas respostas e comentários, Prof. Leandro Quadros?

Por falar em “explicar o que está explicado”, três oponentes de algumas (não todas) verdades da Palavra de Deus: o Pr. Helder Nozima, Clóvis (do site Cinco Solas) e Natanael Rinaldi (Instituto Cristão de Pesquisas – ICP) me escreveram “bastante”, na tentativa de explicar aquilo que a Bíblia já explicou. Foram muitas as mentiras doutrinárias, mas, que devem ser respondidas para o bem dos sinceros.

Estou elaborando uma resposta ao Pr. Nozima e a Helder que darão um livreto (rsrsrs).

Hoje, teremos vários posts. Aguardem! (Leandro Quadros, dia 10 de dezembro, em "Estou de volta!")
Bom, hoje já é dia 14 de dezembro, e embora o professor Leandro diga que suas respostas renderiam um livreto, ainda não vi post algum, muito menos os vários que sairiam no dia 10. Na verdade, há um bom tempo o professor me promete respostas:
Caro pastor Heder e todos os amigos que acessam esse blog:
Agora que minha esposa está em casa – recuperando-se, graças a Deus – poderei responder biblicamente a todo o seu material. Crieo que hoje (no máximo até amanhã) tudo estará disponível aqui e também no seu blog.
Até mais,
Leandro Quadros. (comentário publicado no dia 25 de novembro no texto "48 textos bíblicos contra 12 descontextualizados...")
O professor, que me acusa de desonestidade e de partir para o lado pessoal, vem prometendo me responder desde o dia 25 de novembro, e diz que suas respostas poderiam render um livreto. Ora, se é assim, por que a demora em escrever algo? E, pensando bem, será que prometer e não cumprir não diz nada sobre o caráter da pessoa?

Ora, professor, eu ainda estou escrevendo minha resposta ao senhor, e disse que demoraria pra fazê-lo. Mas o senhor me prometeu respostas imediatas, para o dia 26 de novembro. O que houve?

O senhor também já liberou vários comentários de outros leitores, mas há comentários meus não liberados desde 13 de novembro. Publico os comentários abaixo:
Professor,
A quarta parte de minha resposta está aqui. Com as interpretações de João 3:16 e 2 Pedro 3:9
http://reformaecarisma.blogspot.com/2009/11/ultima-resposta-leandro-quadros-parte_13.html
Louvado seja Deus…porque até a fé com que creio veio d’Ele e não de mim. E porque não fiz nada, absolutamente nada, para receber a salvação. Porque a fé, o arrependimento e até o amor que tenho por Ele…tudo isso veio 100% de Deus e nada veio de mim.
Soli Deo Gloria!
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Professor,
Sobre o Deus que endurece corações, eis abaixo um trecho da quinta parte de minha resposta ao senhor:
“Creio que o professor não aceite o que está escrito e acabe criando contradições bíblicas. O professor diz que Deus não endurece corações, que as pessoas é que endurecem. Tudo bem, concordo que as pessoas se endureçam. Reconheço que, em Mateus 13:15 o povo ouviu de mau grado.
Mas não posso fechar os olhos para tantos versículos onde se fala de um Deus que endurece os corações. Ainda mais quando leio na Bíblia que Deus pode sim dar olhos para ver e ouvidos para ouvir…e, simplesmente, recusar-se a fazer isso: como está escrito: ”
O resto, professor, no site http://reformaecarisma.blogspot.com/2009/11/ultima-resposta-leandro-quadros-parte-v.html
Louvado seja Deus, que tem misericórdia e endurece a quem quer, segundo o Seu desejo santo (Rm 9:18)!
Your comment is awaiting moderation. (17 de novembro)

Professor,
A sexta parte de sua resposta está pronta. Agora é sobre Jeremias 21:8 e outros versículos de escolha:
http://reformaecarisma.blogspot.com/2009/11/ultima-resposta-leandro-quadros-parte_19.html
Uma palhinha para o senhor e seus seguidores:
“Na caricatura popular feita do calvinismo, os não-calvinistas imaginam que Deus define o fim da História das pessoas (céu ou inferno) e que, não importa o meio do caminho, o fim será atingido. Na verdade, há um erro aí. O que a Bíblia ensina e os calvinistas também, é que Deus não define só o fim. Ele define também o caminho todo, incluindo todos os meios pelos quais uma pessoa será salva ou condenada.”
O resto, só indo lá no blog.
Your comment is awaiting moderation. (19 de novembro)

Professor,
A oitava parte de sua resposta está no ar. Uma palhinha:
“O morto, professor, nada faz! Morto não crê, não mexe, não respira, não quer. Além disso, na visão clássica não calvinista, a pessoa é salva e nasce de novo quando decide crer. Mas, veja só: a vida foi dada quando ainda estávamos mortos, em delitos e pecados! Ou seja, enquanto ainda estávamos mergulhados no pecado, praticando o pecado, mortos espiritualmente, é aí que Deus dá a vida!”
O link é http://reformaecarisma.blogspot.com/2009/11/ultima-resposta-leandro-quadros-parte_27.html
Louvo ao Senhor por sua esposa ter se recuperado. Mas espero que sua argumentação não se recupere, e que o senhor se arrependa do seu erro.
Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro
Your comment is awaiting moderation. (27 de novembro)

Oi, professor,
A nona parte de minha resposta está pronta. Um trecho:
“Os calvinistas não limitam o amor de Deus, mas consideram os limites que o próprio Senhor impõe em Sua Palavra. Por exemplo, é fato indiscutível que Deus não ama a todas as pessoas da mesma maneira, e que algumas pessoas não recebem o amor divino, e sim o Seu aborrecimento.”
Mais aqui: http://reformaecarisma.blogspot.com/2009/12/ultima-resposta-leandro-quadros-parte.html
Graça e paz do Senhor,
Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro
Your comment is awaiting moderation. (29 de novembro)
Professor, por que a demora? Por que não me dá a chance de publicar os links da minha tréplica ao senhor? Ao menos os seus links eu publico...aqui se tem direito ao contraditório. E publiquei o seu único comentário aqui. Por que não publica os meus? Até quando vou "aguardar moderação"?

Discordo do senhor quando diz que não tenho argumentos. Os tenho...já foram várias partes na minha tréplica. Não contei ainda se ultrapassei os 48 versículos, mas já foram vários. Vai ficar sem resposta? Eu disse que seria minha última, o senhor ainda terá o privilégio da última palavra.

Agora, mesmo que o senhor considere que só fiz ataques pessoais (com o que discordo veementemente), para manter a sua palavra, é seu dever responder-me. Aliás, o senhor já está em falta desde 26 de novembro. Quanto a mim, também acho que era seu dever publicar meus comentários, já que aqui, até no corpo do texto eu pus links para posts do senhor. Mas, talvez, o senhor tenha receio de que seus leitores tenham acesso a minhas respostas...não sei. Não consigo imaginar outros porquês, o senhor aprovou muitos comentários após a doença e recuperação de sua esposa.

Aguardo resposta,

Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro

10 dezembro 2009

Última resposta a Leandro Quadros - Parte IX

O post anterior está aqui.


Lucas 19:10
O amor de Deus pelo "perdido" é um outro argumento usado pelo professor Leandro Quadros para atacar o calvinismo no artigo 48 textos bíblicos contra 12 descontextualizados...:
15) Se Cristo morreu apenas “pelos salvos”, como explica Lucas 19:10? “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” O pensamento bíblico é: Cristo morreu por todos os seres humanos que foram predestinados a fim de que cada um (pela graça de Deus) escolha ser salvo ou não. Por isso, o Senhor Jesus veio morrer pelos predestinados: por que, se não aceitarem a predestinação, serão perdidos. Do contrário, a declaração de Jesus de que ele “veio buscar e salvar o perdido” perde todo o sentido. (Leandro Quadros)
Não creio que a declaração de Jesus perca o sentido quando se considera o ensino bíblico da predestinação. Em primeiro lugar, é preciso destacar que não há nada no versículo, nenhuma palavra que diga não existir predestinação ou que Deus não escolha uns para serem salvos e outros para se perderem. Tampouco o versículo diz que Jesus veio buscar e salvar a todos os homens. Só por essas razões, Lucas 19:10 não cabe na discussão.

No entanto, quem é o perdido no texto? O eleito por Deus que não foi salvo. Lucas 19:10 fecha a história do encontro de Jesus com Zaqueu. E é interessante notar que o versículo resume o que Cristo fez com ele.

Ao contrário da famosa música, Zaqueu não subiu para chamar a atenção de Jesus, muito menos disse para ele entrar na casa ou na vida dele. O maioral dos publicanos queria apenas ver quem era Jesus (Lc 19:3). Mas o Senhor é quem olha pra cima e se convida para ir à casa dele:
Olhando Jesus, chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. (Lucas 19:5)
Isso mostra que não foi um acaso aquele encontro. A intenção do evangelista é a de destacar que Jesus tinha que se encontrar com Zaqueu e ir até a casa dele para salvá-lo. Havia muitas outras pessoas no caminho, mas o Senhor escolheu hospedar-se apenas com Zaqueu e seus amigos. O publicano era, de fato, um eleito.

Mas isso não quer dizer que ele não era um perdido! Talvez o professor imagine que, para os calvinistas, os eleitos já nascem salvos e nunca estão perdidos. Mas, embora o predestinado ao céu tenha sua salvação assegurada pelo decreto de Deus, essa salvação precisa se consumar no tempo. E, antes de nascer de novo e receber a salvação, de fato, todos os predestinados se encontram como os demais homens: mortos em delitos e pecados:
Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados... (Efésios 2:1)

Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos... (Efésios 2:4-5)
Logo, quando Jesus diz que veio buscar e salvar o perdido, ele veio buscar os eleitos que ainda se encontram no pecado, e não a todos os homens.

Sobre o ensino herético da predestinação universal e de cada um "aceitar ou não" a sua predestinação, já respondi isso antes. Só acrescento mais dois argumentos. O primeiro é o de que a ideia do professor esvazia o próprio sentido de pré-destinação ou pré-determinação. Ora, se o destino pode ser recusado, qual o sentido de Deus defini-lo com antecedência (pré)? O segundo é que o ensino bíblico diz claramente que todos os eleitos são salvos:
Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. (Romanos 8:29-30)
O texto não diz que aos que predestinou, a maioria o Senhor chamou; que destes, a maioria foi justificada; e que dos últimos, quase todos foram glorificados. Não...todos os predestinados, inevitavelmente, foram glorificados.

Como o professor crê na existência do Juízo divino e no inferno (ainda que de modo diferente de mim), ele há de concordar que nem todos os homens são glorificados. Portanto, juntando essa premissa com o ensino de Romanos 8:29-30, é forçoso, até para o professor, reconhecer que a Bíblia não ensina a predestinação universal de todos os seres humanos.

O amor de Deus e a condenação dos ímpios
Contudo, o professor Leandro lançou mão de um argumento mais difícil de rebater: o fato de Deus não sentir prazer com a condenação dos ímpios:
Se Cristo morreu “pelos salvos”, como interpreta Ezequiel 18:23 (um dos 48 textos que o pastor não refutou)? “Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? —diz o SENHOR Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva?” Não coloque limites no infinito amor de Deus… (Leandro Quadros)
Os calvinistas não limitam o amor de Deus, mas consideram os limites que o próprio Senhor impõe em Sua Palavra. Por exemplo, é fato indiscutível que Deus não ama a todas as pessoas da mesma maneira, e que algumas pessoas não recebem o amor divino, e sim o Seu aborrecimento. É o que diz claramente Romanos 9:11-13:
E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), já fora dito a ela:
O mais velho será servo do mais moço.
Como está escrito:
Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú. (Romanos 9:11-13)
Ali, a Bíblia é clara: Deus amou a um e se aborreceu do outro, e aborrecer pode muito bem ser traduzido por odiar, principalmente quando vemos Malaquias 1:2-3, de onde Paulo extraiu a citação de Romanos 9:
Eu vos tenho amado, diz o SENHOR; mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Não foi Esaú irmão de Jacó? - disse o SENHOR; todavia, amei a Jacó, porém aborreci a Esaú; e fiz dos seus montes uma assolação e dei a sua herança aos chacais do deserto. (Malaquias 1:2-3)
Vejam que o aborrecimento de Deus o levou a assolar os montes e a herança dos descendentes de Esaú. Quando se considera que, em Romanos 9, Esaú é símbolo dos reprovados, e Jacó, dos eleitos, fica claro que os calvinistas não limitam o amor de Deus, apenas reconhecem os limites colocados pelo próprio Senhor, que não ama a todos os seres humanos de modo igual, como ensinam os não-calvinistas. A ideia do amor igualitário, que, embora não explícita, é essencial ao argumento do professor, não sobrevive ao escrutínio bíblico.

Por outro lado, reconhecemos que Deus não sente prazer em condenar os ímpios. Mas, fato é que Deus, sentindo ou não prazer, mata perversos e os lança no inferno:
Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. (Mateus 7:19)
A não ser que o professor seja universalista (o que ele nega, embora a lógica de seu artigo o leve nessa direção), ele há de concordar que Deus faz o que não sente prazer em fazer. Ele não gosta, mas mata sim o ímpio e o condena ao fogo eterno. No caso, tanto calvinistas como arminianos e adventistas, precisam reconhecer que Deus faz isso porque, por alguma razão, a condenação dos ímpios Lhe traz mais glória e é necessária aos planos divinos.

Registro também que Ezequiel 18:23 não diz nada sobre Deus não predestinar pessoas. Peço perdão pela repetição dos versículos e argumentos, mas como disse antes, o professor é repetitivo, e uma resposta exaustiva a ele, infelizmente, padece do mesmo mal.

Isaías 45:22
Por fim, diz Leandro:
E Isaías 45:22? “Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.”
Ah! Que alegria saber que Deus não faz acepção de pessoas e que em Sua Soberania é capaz de dar a salvação para quem aceitar, respeitando assim a liberdade de escolha! (Leandro Quadros)
Essa é facílima. O texto diz que Deus irá salvar pesoas em toda a região do globo terrestre, em, praticamente, todas as nações (ou, pelo menos, na ampla maioria delas). Implicitamente, mostra que Deus elegeu pessoas de várias nacionalidades e regiões. Não tem nada contra a predestinação.

No mais, louvo ao Senhor, que salva quem quer ser salvo, quem O escolhe! Mas isso só acontece, caro professor, quando Ele intervém na vontade da pessoa, fazendo-a nascer de novo, porque, espontaneamente, ninguém deseja a Deus. Leia Romanos 3:10-12 de novo.

Mais posts no forno. Aguardem...e desculpem a demora.

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