19 fevereiro 2011

Cristo: o nosso Salvador

No post anterior, aprendemos que a Bíblia ensina que todos, sem exceção, são pecadores. Mais do que isso, vimos que o pecado nos torna mortos diante de Deus, merecedores do inferno. Enquanto a culpa do nosso pecado permanecer sobre nós, o que nos aguarda após a morte é apenas a condenação eterna. E isso não é mau ou injusto, é a pura expressão da perfeita justiça divina.

Contudo, Deus não nos criou a humanidade apenas para ver todos os seres humanos ardendo no fogo do inferno. Há uma possibilidade de sermos achados inocentes e justos. E é isso o que nos ensina Efésios 2:1-10:
Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. (Efésios 2:1-10)
Não é pelas obras
O primeiro passo para se livrar do pecado é entender que jamais conseguiremos vencê-lo com nossos esforços pessoais. Não importa o quanto ajudemos os outros, renunciemos à prazeres ou façamos sacrifícios pessoais: nossas obras são inúteis para nos levar ao céu e evitar que Deus nos lance no inferno.

Uma das conseqüências da morte é a incapacidade. Um morto não é capaz, por si só, de fazer coisa alguma. Logo, ele não pode fazer "boas obras". Se, por causa do pecado, estamos mortos, somos incapazes de realizar ações que nos justifiquem diante de Deus. Na verdade, o testemunho bíblico é o de que "seguimos o curso deste mundo", segundo os desejos do "espírito que agora atua nos filhos da desobediência", ou seja, o diabo.

Mesmo quando tentamos fazer o bem, fracassamos. Nossos melhores esforços aos olhos de Deus são inúteis:
Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam. (Isaías 64:6)
O pecado contamina tudo o que existe dentro de nós, inclusive nossos atos de bondade. Por mais que nos esforcemos, nossas obras não irão compensar os nossos pecados. O que acontece é exatamente o contrário: tudo o que fazemos de bom é arruinado pelo mal que habita em nós.

Jesus: a fonte de uma nova vida
Se o pecado nos matou e mancha até o que fazemos de bom, só pode haver esperança fora de nós. Mortos não podem fazer nada, mas Deus pode até mesmo ressuscitar aqueles que já morreram. E a maneira que Ele escolheu para nos vivificar é por meio de Seu Filho: Cristo Jesus.

A maioria das pessoas não imagina que havia um propósito na vinda de Cristo ao mundo: morrer. Mais do que ensinar ou curar pessoas, o objetivo maior da vida de Jesus era morrer na cruz. Isto é o que Ele mesmo diz:
Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. (Marcos 10:45)

Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará. Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. (João 12:24-27)
Qual a relação da morte de Cristo com a nossa salvação? Simples: Ele sofre a penalidade do pecado no lugar da Igreja. Jesus mesmo não deveria morrer ou sofrer, já que Ele nunca pecou. No entanto, Ele veio morrer no nosso lugar, o justo pelos injustos:
Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito...(1 Pedro 3:18)

Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. (Romanos 5:6-8)
Um Deus justo não pode simplesmente ignorar o nosso pecado. Os nossos roubos, assassinatos, estupros, mentiras, adultérios, nada disso pode ser ignorado sem mais nem menos. Deus precisa mostrar a seriedade do que fizemos. E é por esta razão que o perdão só é possível por meio de Jesus. Apenas a morte do Deus-Homem poderia pagar os erros cometidos por nós.

No entanto, a cruz é apenas a metade do caminho. Jesus ressuscitou, e Ele nos ressuscita juntamente com Ele. Mais do que isso, aqueles que são salvos por Cristo também sobem ao céu com Ele e sentam nos lugares celestiais. Estes já são filhos amados aos olhos do Pai, e não mais pecadores dignos de morte. E, futuramente, herdarão a suprema riqueza da graça divina.

A graça e a fé: os meios de salvação
Porém essa bênção não se estende a todos. Muitos seres humanos ignoram o sacrifício de Jesus e serão condenados ao inferno. Mesmo no meio dos que se dizem cristãos existem pessoas que não terão seus pecados perdoados. A salvação não é para todo o mundo.

Só existe uma forma de ser salvo do pecado e herdar as supremas riquezas de Deus: por meio da graça e da fé. As obras humanas ou o nosso próprio esforço são inúteis: Deus não quer que ninguém se glorie, pensando que alcançou o céu graças ao esforço pessoal.

Mas, o que é graça? Graça é um favor que não merecemos, é algo que nos é dado sem que tenhamos feito qualquer coisa que nos tornasse dignos de receber. Graça acontece quando recebemos dinheiro sem trabalhar, quando somos amados mesmo que sejamos canalhas, quando o juiz nos declara inocentes embora tenhamos cometido um crime, quando Deus nos perdoa e nos chama de filhos, embora sejamos pecadores.

A graça não é algo que possa ser exigido. Ninguém pode ir diante de Deus e reclamar o seu direito à salvação. Não temos méritos, não temos capacidade para sermos salvos. A graça é um favor que Deus dá a quem quer. É algo que depende unicamente d'Ele, e não de nós.

Já a fé é crer naquilo que não se pode ver. Fé é confiar em Deus, é acreditar que Ele diz a verdade, embora não O vejamos com nossos olhos e nem O ouçamos com nossos ouvidos. É acreditar que o Espírito Santo está mesmo falando em nossos corações, que não se trata de algo da nossa cabeça. É ter a certeza de que Jesus é Deus, de que Ele veio mesmo ao mundo morrer por nós, e que Sua morte e Sua ressurreição são suficientes para nos salvar. Fé é abrir mão das outras possibilidades: dos outros deuses, das outras religiões, do nosso esforço e arriscar tudo, apostar todas as fichas naquilo que Jesus fez e ensinou.

A fé também não é algo que nasce da nossa vontade. A Bíblia diz que a salvação, o que inclui a fé, é um dom de Deus. A fé é o sinal de que a graça de Deus nos escolheu. Aqueles que creem, mesmo que relutantemente, mesmo que depois de um período de dúvidas e incertezas, mesmo que seja com uma fé minúscula...esses são os que receberam a graça de Deus. São aqueles por quem Cristo Jesus morreu.

A hora de decidir
Ouvir esta mensagem é algo que exige uma decisão da sua parte. O ensino bíblico é o de que ouvir o Evangelho é um momento definidor em nossas vidas. Se nós respondemos à pregação bíblica com fé, então andaremos em uma vida de boas obras. Teremos lutas, dificuldades e sofrimentos, mas também teremos fé e o apoio de um Deus vivo, que nos promete bênçãos supremas em nossa vida.

Por outro lado, se ouvimos o Evangelho e não o levamos a sério...se não cremos em suas palavras de esperança, se zombamos da mão estendida de Deus; então damos passos decisivos na direção do inferno. Não há uma neutralidade possível, como está escrito:
Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (João 3:18)

Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus. (João 3:36)
Não há alternativa ou caminho do meio. Ou cremos em Jesus ou enfrentaremos a ira e o justo juízo de Deus.

Entendo que esta é uma decisão séria, que deve ser tomada de modo consciente e não impulsivo. Mas sei também que a nossa vida pode terminar hoje mesmo. Ninguém sabe o dia de amanhã. Por isso, hoje mesmo eu o convido a crer em Jesus. Aceite essa mensagem. Arrependa-se de seus pecados, reconheça que sem Cristo você é morto ou morta e creia que Ele veio ao mundo para morrer a sua morte e dar a você uma nova vida.

Caso esta tenha sido a sua escolha, procure o quanto antes uma igreja evangélica séria. Dê preferência às igrejas da Igreja Presbiteriana do Brasil, mas também há salvos em muitos outros lugares, como entre os batistas, os metodistas, os congregacionais, os cristãos evangélicos e outros. Acima de tudo, busque uma igreja onde a Bíblia seja vivida e pregada com fidelidade.

Nos próximos posts da série Caminho da Salvação, falarei de alguns ensinos que desviam as pessoas do simples evangelho de Cristo e podem comprometer a salvação. Mas não espere por mim...vá hoje mesmo a uma igreja, se possível. Compre uma Bíblia e a leia. Divida o que aprendeu com outras pessoas. Não há nada melhor que você possa fazer pela sua vida.

Graça e paz do Senhor,

Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro

3 comentários:

Kamylla disse...

Que verdade maravilhosa. Simples e impactante como só a mensagem da cruz pode ser. É reconfortante saber que Jesus é o protagonista da mudança em nossa vida e melhor ainda, que Ele não somente age na modificação, mas e fiel para continuar em nós a boa obra que começou (Fp. 1:6). Que Deus continue utilizando você como instrumento em Suas mãos poderosas, que você seja sempre barro nas mãos do oleiro.

Geraldo Brito (Dado) disse...

Saudações e parabéns pelo blog!

Helder Nozima disse...

Kamylla e Dado,

Obrigado pelas palavras. Que o Senhor os abençoe.

Graça e paz do Senhor,

Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro