22 março 2013

O ministério profético de Charles Spurgeon. E não falo dos seus sermões...

Extraído de Surpreendido Com a Voz de Deus, de Jack Deere, da Editora Vida. Uma pena que o livro não esteja mais disponível para venda.
Charles Spurgeon

"Veja, por exemplo, o ministério de Charles Spurgeon (1834-1892), o grande pregador batista da Inglaterra. Certa vez, quando pregava no Exeter Hall, Spurgeon interrompeu o sermão subitamente em apontando para um rapaz, disse: 'Meu jovem, essas luvas que você está usando não foram pagas. Você as roubou de seu patrão'. Posteriormente, o jovem rapaz confessou a Spurgeon que havia roubado as luvas, mas agora ia pagar por seu pecado. Em outra ocasião, enquanto pregava, Spurgeon disse que havia um homem na galeria com uma garrafa de gim no bolso. Aquilo não só assombrou o homem com a bebida, mas também o levou à conversão.

Ouça a explicação do próprio Spurgeon sobre seu ministério profético:
Enquanto pregava, certa ocasião, deliberadamente apontei para um homem no meio da multidão e disse: 'Há um homem aqui que é sapateiro, ele mantém a oficina aberta aos domingos, ela estava aberta na manhã do último domingo, ele tomou nove pence e teve um lucro de quatro pence, sua alma foi vendida a Satanás por quatro pence!' Um missionário da cidade, quando passava por aquela vizinhança, encontrou esse homem e, vendo que lia um sermão de Spurgeon, perguntou-lhe:
- Você conhece o senhor Spurgeon?
- Sim - respondeu o homem - tenho todas as razões para conhecê-lo, fui ouvi-lo e, por meio de sua pregação, pela graça de Deus, tornei-me uma nova criatura em Cristo Jesus. Posso contar como aconteceu?  Fui ao Music Hall e me assentei no meio do salão; o sr. Spurgeon olhou para mim como se me conhecesse e no sermão apontou para mim, dizendo a toda a congregação que eu era um sapateiro que mantinha minha oficina aberta aos domingos. e era verdade, senhor. Não devia ter-me importado com aquilo; mas ele também falou que ganhei nove pence no domingo anterior e que tive um lucro de quatro pence, mas como sabia aquilo, não sei. Então percebi que era Deus que havia falado à minha alma por meio dele; aí fechei minha oficina no domingo seguinte(...)
Poderia contar pelo menos uma dezena de casos semelhantes em que apontei para alguém no salão sem ter o menor conhecimento sobre a pessoa ou nenhuma certeza de que o que disse estaria certo, a não ser o fato de que acreditava estar sendo tocado pelo Espírito Santo para dizê-lo; e o que dizia é tão preciso e atordoante, que as pessoas saíam e diziam aos amigos: 'Venham ver o homem que me disse tudo que já fiz; sem dúvida, deve ter sido enviado por Deus para falar à minha alma, de outra forma não poderia ter dito tudo tão precisamente'. Não somente isso, mas passei por muitas situações em que o pensamento dos homens me foi revelado no púlpito..."